“Poucas coisas são melhores que ganhar um torneio de poker”, diz Padilha

Entrevista com Pedro Padilha

Por Guerrinha

Jogador profissional há quase oito anos, Pedro “PaDiLhA SP” Padilha teve uma de suas maiores vitórias no evento 17 do WCOOP, um torneio de Texas holdem com buy-in de US$ 1.050 (cerca de R$ 4.000). O primeiro lugar lhe garantiu US$ 192.548, ou cerca de R$ 800 mil.
Aos 32 anos, o jogador que é Team Pro do Latina Poker conta nesta entrevista como foi cravar um evento do Campeonato Mundial de Poker Online. Ele também fala sobre as semelhanças entre o jogo live e o online e, ao final, promete visitar o Guerra – clube que ajudou a fundar. Estaremos esperando!

“Poucas coisas são melhores que ganhar um torneio de poker”, diz Padilha

Qual foi a sensação de cravar um torneio tão importante quanto esse?
A melhor sensação possível. Poucas coisas na vida são melhores do que ganhar um torneio de poker. Um tão importante, então, nem se fala. É por esses momentos que me dedico todos os dias, então tem que curtir cada segundo quando acontece.


Em que momento você viu que realmente tinha chance de pegar uma colocação tão boa?
Logo na primeira hora do dia 2, quando restavam uns 50 jogadores eu estava chip leader. Ali sabia que tinha boas chances de estar na mesa final. Mas não fico pensando em nada disso. Enquanto estou jogando, é uma mão de cada vez.


Dizem que é impossível vencer um field grande sem dar pelo menos uma bad beat. Você teve uma? Como foi?
Na segunda mão do dia 2 eu ganhei um AQ x AQ. Era um pote bem grande e importante. E também valia o bounty [prêmio pela eliminação de adversários]. É impossível ganhar um torneio sem runnar bem [ter boa sequência de mãos]. Mas neste mesmo evento também tomei umas bad beats. Faz parte.


Bad beats à parte, qual foi sua estratégia ao longo do torneio?
Poker é muito complexo… Precisaria de horas ou dias para falar sobre estratégia. Mas, de forma geral, num torneio Progressive KO você tem que ir atrás dos bountys, se manter com um stack maior do que a maioria para poder caçar.


É diferente vencer um torneio online e um em carne e osso? Qual a diferença?
Eu nunca venci um grande torneio live que se compare a um WCOOP. Deve ser incrível, mas acredito que ganhar um torneio é bom demais seja onde for.


Quais as diferenças entre um campeonato online e um em carne e osso? Você sente falta de tells, por exemplo? Sente falta de segurar as cartas ou brincar com as fichas? Você se prepara de formas diferentes?
Tecnicamente, poker é igual em qualquer lugar, live ou online. O que é diferente é o field, e é a isso que o jogador precisa se adaptar. Eu gosto muito do live. Fico confortável e me divirto nos dois. Mas, tecnicamente, a preparação é a mesma.


Como foi sua transição dos torneios presenciais para os online? Demorou a se adaptar?
Na verdade, foi o contrário: a adaptação foi do online para o live. Quando joguei meu primeiro live, eu já era profissional e já jogava poker havia uns dois anos. Eu me adaptei muito rápido. Meus coachs naquela época eram o André Akkari e o Vini Marques. Eles foram fundamentais e grandes referências nessa adaptação ao live.


O que você diria para quem está acostumado com torneios presenciais, mas nunca jogou online? Deveriam experimentar? Qual a dica para não sentir muito o impacto?
Claro que deveriam! Poker online é muito bom, pois você pode jogar mais de uma mesa, o que permite muito mais ação e diversão. Abre lá sua conta no Latina Poker e curta essa experiência online. Mas comece com poucas telas, para não se atrapalhar, e pratique.


E quando os jogadores do Guerra poderão contar com sua presença em um torneio da casa?
Eu já estou com saudades de estar aí no clube com os amigos. A correria tem sido grande com os torneios e o time, mas em breve estarei aí para tomar um chopp com todo mundo. Um abraço para todos 👊